Feriado da Alienação


Associação entrega 1.500 assinaturas para criar dia contra alienação parental

A Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos vai hoje à Assembleia da República entregar as cerca de 1.500 assinaturas reunidas para a criação de um dia nacional de consciencialização para a alienação parental.

A petição pede que o dia nacional seja assinalado a 05 de fevereiro e justifica que alienação parental “é um fenómeno crescente junto das crianças e jovens filhos de pais e mães divorciadas, com danos duradouros e permanentes na sua vida adulta”.

A escolha do dia está relacionada com o caso de um pai que foi assassinado a 05 de fevereiro do ano passado pelo sogro, no decorrer de uma visita parental.

O caso fez eco em toda a comunicação social porque na altura do assassinato o homicida tinha a neta ao colo, que assistiu assim à morte do pai.

Agora, a Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (APIPDF) vai entregar a petição à vice-presidente da Assembleia da República Teresa Caeiro, esperando que esta matéria comece a ser tratada de forma diferente.

“Nos últimos cinco anos, ao olharmos para trás, a alienação parental não era discutida como é agora e hoje é praticamente aceite por todos que é um fenómeno que existe. Agora temos de passar ao patamar seguinte, que é a intervenção e impedir que este tipo de comportamento aconteça”, explicou à Lusa o presidente da associação.

De acordo com Ricardo Simões, isso passa pela formação dos agentes que estão no terreno, pela intervenção do Estado através dos seus serviços públicos ou pela alteração da cultura judiciária.

“Uma das medidas que permite que nenhuma das partes abuse do poder é a guarda partilhada (…). Outro dos instrumentos é a mediação familiar, que é de alguma maneira procurar mudar comportamentos evitando o conflito e permitindo à criança conviver com ambos os progenitores”, propôs o responsável.

Adiantou também que a associação tem um conjunto de propostas relacionadas com o modo de funcionamento dos Tribunais de Família e Menores, defendendo que este seja um sistema que não passe apenas pela mediação, mas por uma coordenação de todos os serviços, desde a Segurança Social, tribunais, advogados, instituições de saúde ou organizações não-governamentais.

Ricardo Simões explicou que não é possível saber com rigor quantos são os casos de alienação parental porque apesar de saberem que existem em Portugal cerca de 16 mil incumprimentos por ano da regulação das responsabilidades parentais, não conseguem saber quantos são relativos a pensões de alimentos ou a visitas parentais.

Sublinhou que existem tanto casos de homens alienadores como mulheres e alertou que são as crianças e os pais alienados quem mais sofre no meio do processo.

“Há uma ideia de que quem fica com a criança é quem ganha, mas isso não é verdade. A criança não vai estar bem com aquele progenitor e não consegue estabelecer uma relação com o outro, ao mesmo tempo que, mesmo que de uma forma inconsciente, o progenitor alienador não vai estar bem consigo próprio”, explicou.

Ricardo Simões adiantou que a iniciativa de hoje se insere num conjunto de outras ações que incluiu reuniões com os grupos parlamentares do PS, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP e prevê uma conferência internacional sobre alienação parental, em junho.

fonte:
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2013/02/05/associacao-entrega-1.500-assinaturas-para-criar-dia-contra-alienacao-parental

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