Parábolas do juiz iníquo e a viúva

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Parábolas de Jesus

O JUIZ INÍQUO | Lucas 18:1-8

“Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava com os homens. E havia naquela cidade uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando-lhe: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’. Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: ‘Embora eu não tema a Deus e nem me importe com os homens, esta viúva está me aborrecendo; vou fazer-lhe justiça para que ela não venha me importunar’. E o Senhor continuou: Ouçam o que diz o juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: ele lhes fará justiça, e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?”

RESUMO DA PÁRABOLA

Duas pessoas fazem parte desta parábola de Jesus: um juiz que não temia a Deus e nem respeitava os homens e uma viúva que implorava por justiça. Essa mulher tinha uma causa justa contra uma pessoa e ia até aquele juiz para clamar que ele julgasse o seu processo, porém, o homem da lei a ignorava totalmente. No entanto, por causa da insistência daquela viúva e pelo incômodo que esta estava lhe causando, o juiz decidiu que atenderia o seu caso.

O QUE PODEMOS APRENDER?

1) Devemos perseverar em oração

Ao contar essa parábola, Jesus não quis falar propriamente da oração, mas sim sobre um dos mais importantes aspectos da oração: a perseverança. A Bíblia nos fala algumas vezes sobre o poder da perseverança na oração. Veja: “Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração” (Romanos 12:12); “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos” (Efésios 6:18); “Perseverem na oração, estejam alertos e sempre agradecidos” (Colossenses 4:2).

2) O rancor não vale a pena

Por mais que aquela mulher pudesse sentir raiva ou mágoa daquele homem que ela havia processado, em nenhum momento da parábola a viúva pede vingança contra seu adversário, muito menos que aquele juiz o prejudique de alguma forma. Ela somente quer que a justiça seja feita. Isso mostra que nós podemos usar a nossa fé e perseverança para buscar em Deus a solução das nossas causas, mas não podemos pedir que Deus “pese a mão” sobre tal pessoa e a faça pagar por tudo que ela fez de ruim. A Bíblia diz: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor” (Romanos 12:19).

3) Deus é bom e nos ama

Para mostrar como o poder de Deus é grande, Jesus ilustrou essa parábola com um representante do cargo mais importante e respeitado pela sociedade e, do outro, uma mulher viúva que, naquela época, era marginalizada e sobrevivia graças às boas ações de algumas pessoas de bom coração.

Como aquele homem da lei era cheio de si mesmo, não temia ao Senhor e não respeitava ninguém, ele atendeu a viúva apenas para que ela não o incomodasse mais. Já Deus nos atende por amor! Jesus quer que nós entendamos que, se aquele juiz injusto atendeu o pedido de uma pessoa humilde e sofredora, o Deus Todo-Poderoso, o nosso justo juiz, fará muito mais por nós todos, com o maior prazer do mundo, pois Ele nos ama!

PARA REFLETIR

No último versículo da parábola, Jesus faz um questionamento que deveria nos deixar envergonhados: “Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). Ao fazer essa pergunta, Jesus afirma que muitos de nós deixamos de lado a nossa fé por causa do imediatismo. Queremos tudo “para ontem” e nos esquecemos que temos um Deus que é dono do tempo e de todas as coisas. Nada foge do controle e da soberania dEle. Muitas pessoas já me perguntaram: “Pastor, até quando devo ficar orando por uma situação?” E eu respondo: “Até Deus atender!” Quase sempre não entendemos o porquê da “demora” de Deus, mas se perseverarmos até o final, veremos que Ele age no tempo perfeito! (Leia: Por que Deus demora a responder?)

Por isso eu te pergunto: “Será que temos a mesma perseverança que aquela viúva teve? Ou será que, ao ouvir o primeiro “não” durante uma provação, abandonaremos a nossa fé e decidiremos resolver as situações com as nossas próprias forças?”

AGORA É COM VOCÊ

Durante o estudo dessa parábola de Jesus você conseguiu observar mais alguma mensagem? Ela falou ao seu coração de uma maneira especial? O que você aprendeu nessa parábola de Jesus que pode ser aplicado em sua vida?

dani

fonte:http://www.pastorantoniojunior.com.br/mensagens-evangelicas/parabolas-de-jesus-o-juiz-iniquo-e-a-viuva

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Pais Podem fazer tudo como as mães menos amamentar

… o movimento feminista de Clara Sottomayor, não percebe que enquanto não existir igualdade parental, não existe igualdade no trabalho…”
“…Em Portugal a criança não tem o direito a ter pai e mãe. É entregue à mãe com as visitas do pai. Como é que uma criança tem vinculação com o pai ou com a mãe quando há conflitos entre os dois? A criança que está mais tempo com um do que o outro pensa logo que um deles é mais perigoso. A preferência maternal continua a integrar muitas sentenças, sobretudo nos tribunais superiores. E, da minha experiência, isto são estereótipos. Não há uma preferência parental, o único impedimento de um pai é a amamentação. De resto, os pais podem fazer tudo como as mães. Apesar de diferentes, ambos são importantes. A ciência já o provou e os tribunais não estão a aplicar o que a ciência diz…”

 

“O único impedimento de um pai é a amamentação. Podem fazer tudo como as mães”

O juiz Joaquim Manuel Silva defende que a guarda compartilhada é a mais benéfica para o desenvolvimento de filhos de pais separados. E a cada caso que lhe chega esforça-se por ajudar os pais.

É pai de dois filhos já adultos, mas afirma que essa experiência de nada lhe serve para decidir os casos que chegam diariamente ao Tribunal de Família e Menores de Sintra. É que, afirma o juiz Joaquim Manuel Silva, o contexto de uma criança que viva com os pais é completamente diferente de uma criança que vive com um ou com outro. O desafio que encontra diariamente é o de encontrar uma família para cada uma dessas crianças. Mas, confessa, privilegia o pai e a mãe. Diz que os dois são fundamentais para o desenvolvimento da criança e que as suas capacidades são equiparadas. É isso que tenta mostrar num país onde a maior parte das sentenças de regulação parental preferem a mãe. E é sobre isso que este “benfiquista ferrenho”, como se assume nas horas vagas, pretende refletir no livro A Família das Crianças na Separação dos Pais – a Guarda Compartilhada, apresentado há dias em Lisboa.

O livro é o resultado de um mestrado que o juiz já tinha começado há dez anos, quando iniciou funções na área da Família e Menores. Só agora terminou porque precisava de “amadurecer ideias”. Joaquim Manuel Silva começou por tirar o curso de Filosofia. E o filho mais novo tinha um ano quando decidiu ir para Direito à noite, depois do trabalho. Acabou o curso aos 35 anos e só depois entrou na magistratura. Ainda foi a tempo.

Este livro surge na sequência das histórias que todos os dias lhe chegam a tribunal?
Este livro tem uma história. Comecei a fazer a dissertação de mestrado com este mesmo título — “A Família das Crianças na Separação dos Pais – a Guarda Compartilhada” — a pensar a criança primeiro e a família depois. Desde que comecei a trabalhar nesta área que sentia que a justiça não considerava a criança como sujeito. Daí o nome do livro. Já tinha esse sentimento em 2006, quando fiz a parte escolar do mestrado. Por isso parei o mestrado e achei que tinha que amadurecer algumas ideias. Só avancei em 2014. Aliás, ainda hoje [dia da entrevista] fiz essa pergunta a uns pais. Quem era a família deles? Eles nunca incluem o filho. Mas quando perguntam quem é a família do filho, já se incluem.

Após o 25 de abril, houve uma mudança na lei relativamente àquilo que é a família. O que mudou?
Essa mudança noutros países da Europa começou logo nos anos 50. Em Portugal, como a nossa democracia só aparece em 1974, surgiu mais tarde. A grande contaminação e proliferação de informação permitiram um avanço exponencial. Começámos tarde, mas avançámos muito, com a internet, as redes sociais… Este aceleramento vai trazer uma mudança maior nas mentalidades. E isso está a acontecer em Portugal, que não é muito diferente de países como Espanha. Os estudos dizem que avançamos imenso no ponto de vista da integração do mercado do trabalho, mas na parentalidade não. Mas não penso que seja um problema de Portugal, não é por acaso que os países do sul da Europa têm mais problemas de trabalho do que os países do Norte e isso reflete-se na parentalidade. Em Portugal, a mãe continua a ser preponderante nas atividades domésticas e a cuidar dos filhos. Isto porque as empresas olham para elas como indisponíveis. Porquê, se o homem e a mulher têm os dois a mesma responsabilidade em relação aos filhos? Para quem discute a igualdade, como o movimento feminista de Clara Sottomayor, não percebe que enquanto não existir igualdade parental, não existe igualdade no trabalho.

O juiz José Manuel Silva está ao serviço do Tribunal de Familia e Menores de Sintra

O juiz José Manuel Silva está ao serviço do Tribunal de Família e Menores de Sintra

A lei diz que a criança tem direito a ter um pai e uma mãe presentes. Isso depois acontece na realidade, em casos de divórcio?
O Código Civil prevê que uma criança tem direito a ter um pai e uma mãe. E diz que, para se definir uma regulação parental, tem que se ter em consideração o progenitor que facilita os contactos com o outro. Isto vem da Psicologia e tem a ver com a vinculação. A criança está livre com o progenitor mais equilibrado do ponto de vista emocional. Isto parece conferir uma maior igualdade entre pai e mãe, mas na prática não acontece. Somos o único país da Europa que não tem estatísticas sobre o tipo de regulação parental estipulado. E era interessante ver estes dados. Em Portugal a criança não tem o direito a ter pai e mãe. É entregue à mãe com as visitas do pai. Como é que uma criança tem vinculação com o pai ou com a mãe quando há conflitos entre os dois? A criança que está mais tempo com um do que o outro pensa logo que um deles é mais perigoso. A preferência maternal continua a integrar muitas sentenças, sobretudo nos tribunais superiores. E, da minha experiência, isto são estereótipos. Não há uma preferência parental, o único impedimento de um pai é a amamentação. De resto, os pais podem fazer tudo como as mães. Apesar de diferentes, ambos são importantes. A ciência já o provou e os tribunais não estão a aplicar o que a ciência diz.

O que é o superior interesse da criança e quando se começa a falar desse conceito?
Começa a falar-se dele muito cedo, mas é um conceito indeterminado. Enchemo-lo como? Diz-se que cada criança tem o seu superior interesse e isso está relacionado com as circunstâncias dos pais e dela própria. Se eu não tiver conhecimentos de ciência, não vou conseguir entender. Por exemplo, uma criança de três anos, que não conhece o pai, não vai fazer um desenvolvimento adequado porque não está vinculada ao pai. Logo, eu vou fixar uma guarda compartilhada, para trabalhar a relação da criança com o pai. Neste caso consigo convencer a mãe a aceitar. Esta situação em pessoas sem conhecimento de Psicologia não é valorizada. E olhe que o facto de eu ser pai não ajudou muito. Ser casado e ter filhos é uma circunstância muito diferente. Pais separados, por vezes, transformam-se em nada. A competência depende do ambiente e o ambiente depende de como os pais se entendem. Se eu tenho um casamento infeliz e tenso, posso ter capacidade, mas não tenho competência porque estou a gerar stresse na criança e ela não consegue fazer os 77% de desenvolvimento cerebral que tem de fazer desde que nasce. Eu, como juiz, tenho que avaliar essas capacidades

De que forma as suspeitas de violência doméstica e abuso sexual condicionam um processo de regulação paternal?
Crimes sexuais é para inibir. Nos casos de violência doméstica é preciso cuidado. Qualquer conflito entre pais é violência doméstica. Aquelas conceções de sociedade retrógrada são residuais. Ainda assim, às vezes é preciso retirar a mãe e as crianças da zona de atuação do agressor. Mas a maior parte dos casos de violência doméstica são situações de conflito. Tenho o caso de uma criança cujo pai se descontrolou e bateu na mãe. Ela ficou com a casa e com o filho de 14 anos. Um dia abandonou-o lá e foi embora… O descontrolo daquele homem não tem justificação nenhuma, como é obvio, mas resulta de um comportamento disfuncional da mãe.

Tem apostado na guarda compartilhada. De que forma?
Tenho cerca de 30% de guardas compartilhadas. E explico-lhe porquê. Se me aparece um pai e uma mãe que estão de acordo, não sou eu que vou definir a vida deles. Se eles definem um determinado critério por acordo, eu não tenho que contrariar. Portanto, esses 70% estão bem e decidem assim. Os restantes 30% são pais em conflito, e a guarda compartilhada vai resolver isso. Fazer de outra forma é potenciar o conflito. Este método mostrou-se eficaz para mim. A igualdade entre os pais não gera emoções negativas, em que um acha que tem mais competências que o outro. Por outro lado, as crianças ficam super confortáveis com este regime.

O que é a guarda compartilhada?

A expressão “poder paternal” foi substituída na lei em 2008 por “responsabilidades parentais”. No fundo, segundo o Código Civil português, estas responsabilidades devem ser exercidas por ambos os pais “na constância do matrimónio”. Só se algum deles faltar em questões importantes, é que o tribunal poderá, a pedido, tentar a conciliação. Só quando um dos pais não pode exercer essas responsabilidades é que as responsabilidades parentais são atribuídas apenas a um deles.

O mesmo, refere a lei, deverá acontecer em casos de divórcio ou de separação: as responsabilidades parentais devem ser de ambos os progenitores, à semelhança do que acontece durante o casamento. E a isso convencionou-se chamar guarda compartilhada.

Só em casos excecionais é que o tribunal deverá atribuir estas responsabilidades parentais a um só progenitor — o que não parece acontecer em muitas decisões. Em muitos casos são os pais que decidem que a criança deve permanecer mais tempo com um deles e visitar o outro, num regime pré-estabelecido. Outras vezes esta é uma decisão do tribunal.

Mas, na sua base, a lei prevê que a guarda das crianças seja, assim, compartilhada.

Mesmo tendo a vida em dois sítios diferentes?
O lugar para si e para mim é a casa, é o nosso templo, é onde recuperamos da desorganização lá fora. Essa ideia de lugar como fator de segurança não existe na criança, porque para ela a segurança é estar com os vinculadores. Se sair de casa, o seu filho fica inseguro. A dependência é em relação a si e não à casa. É mais difícil fazer uma residência alternada num adolescente, porque ele, à medida que vai ganhando autonomia, vai criando esse espaço. Num regime com poucas visitas, a criança, mais dia menos dia, acaba por perder aquele pai ou aquela mãe. 99% das minhas crianças não têm problemas em ter duas casas, porque adoram estar com o pai e com a mãe e ficam mais satisfeitas. Numa residência alternada, as crianças mudam de casa quatro vezes. Com guarda exclusiva, com visitas durante a semana ou fim de semana mudam umas oito. A criança não precisa mais de um do que de outro. Ela deve ter duas pessoas de referência, o pai e a mãe, e não só um.

Significa, então, que a criança é muito vulnerável ao conflito dos pais…
Sim. E do ponto de vista da criança eu precisava de encontrar uma resposta ao porquê dessa vulnerabilidade. Tentei perceber na História como chegamos aqui e porque chegamos aqui, entrei na problemática do feminismo e da preferência maternal, queria perceber! E foi esta a resposta que encontrei: que temos pais que estão em conflito e que vão trazer esses problemas emocionais para a parentalidade. A criança acaba inundada destes comportamentos e acaba por imitá-los. A relação dos pais é fundamental para o desenvolvimento da criança. Se esta relação não é boa, causa maus tratos à criança, porque provoca um excesso de cortisol no cérebro, causa stresse. Quando o conflito é constante, por exemplo em casos de abuso sexual, o desenvolvimento da criança paralisa mesmo. A criança não se desenvolve. E estamos a falar de dignidade humana! Eu continuo a achar que isto não é tido em conta pelos tribunais e que o conflito parental está mal avaliado, logo as decisões estão mal tomadas. A ciência explica e os tribunais não querem saber.

Teve uma vez o caso de uma criança que, quando instada a dizer o que queria, lhe disse que “queria ser pessoa”.
Isso foi o caso de uma miúda de 12 anos que tinha uma guarda compartilhada. O problema não estava no regime, mas na relação dos pais. Os pais não se falavam. Eu fixo as guardas partilhadas no meio do conflito, mas acompanho a decisão até que a relação dos pais se altere. Neste caso, os pais não falavam e a miúda não conseguia levar as coisas dela de um lado para o outro. Havia coisas de um lado e do outro. A roupa, do ponto de vista psicológico, é um aspeto gravíssimo. A criança sente que nada lhe pertence. O nível de desenvolvimento desta miúda era bom, o próprio regime de guarda compartilhada tinha-lhe permitido isso, apesar do sofrimento. A pergunta que eu faço é como é que ela estaria numa residência exclusiva. Eu tento que a criança seja pessoa.

Aplica um método em tribunal que se tem revelado muito útil…
Eu reúno com eles, explico tudo isto com apresentações em powerpoint, vídeos, explico a falta dos pais… Faço uma terapia cognitiva, que é a transmissão de conhecimento. Os pais, ao perceberem que estão mal, fazem por mudar. Todos os nossos comportamentos resultam de sentimentos e não de cognição. Então, se temos que mudar esses comportamentos, temos que transmitir-lhes esse conhecimento… Do que é a vinculação, como funciona e como pode prejudicar os seus filhos. Depois há a terapia familiar, sobre a qual eu já não tenho conhecimento, em que é preciso recorrer à psicologia. E aí promovo audições especializadas com a segurança social ou com psicólogos. Depois, marco uma conferência para daí a quatro meses. Em regra, faço três conferências em ano e meio, mas normalmente na segunda conferência já estão bem. Porque foram acompanhados. Tenho 400 processos, 70 casos a ser acompanhados, 80 a 90% podia ter resolvido ali por acordo, mas as crianças não ficariam bem. Não aceito nenhum acordo quando perceciono conflito.

Estas situações de conflito acontecem em todos os estratos sociais?
Sim, é mais difícil mudar nas classes médias altas. É mais fácil convencer as pessoas mais humildes, estão mais disponíveis para aprender. As pessoas que acham que sabem tudo são mais difíceis.

fonte: http://observador.pt/especiais/o-unico-impedimento-de-um-pai-e-a-amamentacao-podem-fazer-tudo-como-as-maes/

O JUIZ, O PROMOTOR E O ADVOGADO DO GENITOR INTRANSIGENTE

Citar

Artigo jurídico de Roosevelt Abbad

O JUIZ, O PROMOTOR E O ADVOGADO DO GENITOR INTRANSIGENTE

O juiz e o promotor que decidem qual previsibilidade determinará a rotina que as crianças devam ter após a separação do casal, são sujeitos com visão extremamente avançada.

Pairam acima de nós, homens comuns, muitíssimo à frente de seu tempo. São como uma entidade do futuro. Isso faz com que nós, míseros seres do presente, não encontremos nexo em suas frases ou lógica em seus pensamentos manifestados em suas decisões.

Essas decisões vibram em outra frequência, fala em outro idioma. Confundem a convivência equilibrada com guarda alternada e criam a previsibilidade da rotina do déficit emocional sem base científica.

Nossa mente primitiva não é aparelhada para compreendê-los. Se pudéssemos absorver, mesmo que por um segundo, a beleza de seu raciocínio superior, provavelmente nossos cérebros explodiriam.

Nós, pais e mães aptos e interessados em participar da rotina duradoura e permanente com os próprios filhos, não entendemos quase nada sobre nada. Vagamos sem rumo, perdidos em um imenso oceano de dúvidas e inquietações. Enquanto isso, juízes e promotores nas varas de família, seguem seguros por terra firme, olhos fixos no horizonte, carregando nas costas a jurisprudência construída a partir do Código Civil de 1916, abarrotada com todas as respostas que eles precisarão, pelo resto de suas existências.

O juiz e o promotor das varas de família assessorados por advogados e psicólogas com os dois pés fincados no preconceito de gênero, enxergam o todo. Leem nas entrelinhas. Ouvem o não dito. Entendem o sub texto. Qualidades que o resto de nós nem sonha em um dia possuir, grotescos e abrutalhados que somos. Seres literais, que acreditam apenas nos fatos como se apresentam. Falta-nos a sua sensibilidade e capacidade de interpretação.

Alienação parental é teoria, guarda compartilhada é ficção e paternidade responsável ” latu sensu ” não existe.

O juiz e o promotor, seres instruídos acima de todos sabem selecionar e processar informações. Eles querem como o resto de nós, o melhor para o filhos dos outros, com convivência mais justa com pensão alimentícia respeitando as necessidades e as possibilidades de cada um, mas não perdem seu tempo analisando o “cada caso é um caso”. Acabam chutando a guarda unilateral com visitas limitadas a algumas horas a cada 15 dias e pensão de 30%, jogando a culpa desse quadro de desequilíbrio que gera desarmonia em nós, pobres almas perdidas, que buscamos o judiciário mergulhados em uma confusão sem fim.

Os juízes e promotores das varas de família otimizam seu tempo, usando seu foco apurado para criticar apenas quem tem que ser criticado: o pai alienado. Sua análise é precisa e sua timeline, minimalista e econômica diante das robustas provas de alienação parental e risco de abandono afetivo. Eles não se prendem às picuinhas.

Detalhes como aptidão e interesse, déficit emocional, alienação parental, convivência equilibrada são discussões meramente teóricas e matemáticas do dia a dia e não são preocupações de gente que tem a visão de longo alcance.

Ele sabe que no fim tudo dará certo. E se não der, terá um boa explicação para isso. O bode expiatório será sempre o pai exilado.

Mas nem tudo são rosas na vida dos operadores do direito de família.

Estar a frente de seu tempo não é uma tarefa fácil. Carregam o fardo de serem ilhas cercados de ignorantes por todos os lados: as evidências científicas, as decisões do STJ Ministra Nancy Andrigi, o Congresso Nacional, as sociedades mais desenvolvidas e os pais e mães aptos e interessados.

A missão suprema do juiz e promotor das varas de família é distribuir um pouco do bálsamo de seu conhecimento profundo manifestada nas 90% de decisões de guarda unilateal com visitas limitadas e insuficientes, doando seu tempo para nos ungir com a benção de seus comentários iluminados.

Incompreendidos por nós, pais e mães aptos e interessados em compartilhar a convivência equilibrada com os próprios filhos, o juiz e o promotor das varas de família não titubeia e seguem triunfantes com seu pacote de certezas, em sua missão civilizatória e educadora, exilando o amor parteno da vida das crianças aquele único que daria com alegria um rim, se seu filho necessitar.

Eles nos mostram que, além de um conhecimento profundo, é preciso muita sensibilidade para atingir o nirvana da compreensão sobre o superior interesse das crianças.

Louvemos então estes seres superiores, suas excelências o juiz e o promotor das varas de família, que flutuam tranquilos acima das hordas de ignorantes e desesperados.

Paremos de resistir e sigamos, como crianças, atrás dos operadores do direito de família.

Se eles nos levam, aparentemente, ao precipício dos transtornos psico sociais nos nossos filhos é apenas senão pela mais nobre das causas: para que a rotina criada pela previsibilidade de suas decisões, nos levem a renascer em um mundo melhor, que só eles conseguem enxergar a existência.

_________________
Texto adaptado à realidade nas varas de família, a partir das reflexões políticas e sociais de Jarbas Agnelli, NÃO se referindo,

1 – Aos juízes e promotores que sabem não existir ninguém acima da lei – muito menos eles mesmos – e ninguém que esteja fora de sua proteção, e;

2 – Aos que garantem e promovem a igualdade parental e o respeito à dignidade humana e aos direitos fundamentais dos cidadãos, zelando pela integridade física e moral dos jurisdicionados e de suas famílias.

Alienação Parental pode traumatizar os filhos

Alguns casais, quando se divorciam, não conseguem separar os problemas que têm entre si da sua relação com os filhos. Pode acontecer que um dos genitores comece a falar mal do ex-companheiro para a criança, tente desfazer o laço afetivo entre os dois e até mesmo manipule a criança para atingir o ex-companheiro e sua família. Essa atitude é conhecida como alienação parental – a mãe ou o pai tentam alienar a outra parte da convivência com o filho.

Nunca é fácil lidar com uma situação como essa, mas o primeiro passo é entender o que está acontecendo. De acordo com a psicóloga Patricia Bader, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital São Luiz (SP), não existe um critério para identificar a alienação parental, mas como ela mexe muito com a criança, alguns sinais ajudam os pais a perceber que algo não está bem.

É comum a criança manifestar muita raiva em relação ao genitor que está sendo excluído. Ela passa a não querer mais encontrá-lo, recusa-se a fazer contato e pode falar coisas que não são próprias do discurso da sua idade – como “estou brava com o meu pai, pois ele não pagou a parcela da pensão”. Também é comum que fiquem doentes com mais frequência. “No caso de crianças de até 8 anos, a reação é muito maiscomportamental do que verbal. Em vez de conversar, ela fica triste, chora, nega a presença do outro”, explica Patricia.

Não é possível prever quais os desdobramentos na vida de uma criança que passa por essa situação. Mas, segundo Patricia, quanto mais tempo o caso persistir, pior é. E quanto mais cedo a criança passa por isso, também. “Quanto mais nova, menos recursos afetivos para lidar com o trauma”, diz a psicóloga.

A criança fragilizada com o conflito entre os pais pode ficar mais ansiosa, deprimida e com a baixa auto-estima, por achar que o que está acontecendo é culpa dela. Por isso, por mais que os pais estejam magoados um com o outro, não devem expor seus problemas mal-resolvidos para os filhos, nem usá-los como moeda de troca.
Para o pai ou a mãe que está sendo “agredido”, a recomendação é manter sempre o canal de comunicação aberto com o filho. Segundo Patricia, a melhor forma de mostrar que a fala do ex-companheiro não faz sentido é por meio de ações. “Seja coerente na forma de agir e demonstre com seus atos que eles podem confiar em você”, recomenda a psicóloga aos pais com esse problema.

A boa notícia para quem está passando por isso é que as coisas podem melhorar.Terapia é uma das intervenções possíveis. Mas atenção: se os pais estão com problemas, não basta achar que uma psicóloga vai ajudar a criança a passar por essa fase. O pai e a mãe também precisam procurar acompanhamento. Outra possibilidade é fazer terapia familiar ou um esquema de visitas assistidas (quando uma pessoa de fora acompanha o encontro entre filhos e pais). Em casos extremos, resta recorrer à Justiça para resolver o problema.

Quando o juiz precisa estabelecer os limites

Sim, alienação parental pode ser caso de Justiça e gerar uma ação judicial na Vara da Família. Se você acha que precisa de ajuda, a primeira coisa a fazer é procurar um advogado especializado. Segundo a advogada Juliana Cezaretto Fernandes, você também precisará juntar provas de que as atitudes do seu ex-companheiro (ou da sua ex-companheira) são prejudiciais para seu filho e para você mesmo, como desenhos feitos pela criança ou vídeos. Não ter uma prova física não impede a abertura do processo. A única coisa que pode acontecer nesse caso, segundo Juliana, é a audiência se transformar em um bate-boca dos pais, já que fica a palavra de um contra a palavra do outro.

De qualquer maneira, assim que seu caso chegar a um juiz, ele provavelmente pedirá uma perícia médica e laudo psiquiátrico para saber se é realmente um caso de alienação parental e quão grave é a situação. As sentenças vão desde nomear um psicólogo para acompanhar a criança e conciliar os pais até perda da guarda, nos casos extremos.

 

fonte:http://revistacrescer.globo.com/Familia/Sexo-e-Relacionamento/noticia/2013/08/alienacao-parental-e-traumatica-para-criancas-pequenas.html

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PROTESTE – Guarda compartilhada agora é regra

NOTÍCIA

Guarda compartilhada agora é regra

5 março 2015

Guarda compartilhada agora é regraDesde dezembro do ano passado, dividir a guarda e os cuidados com a criança ou o adolescente tornou-se a primeira alternativa para os pais divorciados. Confira:

Agora, a lei no 13.058/14 trouxe um novo significado à guarda compartilhada. Ela é uma prioridade e será sempre aplicada, ainda que não haja acordo entre os pais. Somente não ocorrerá se um dos pais renunciar ao direito ou se o juiz verificar que um dos pais não tem condições de assumir a responsabilidade.

Na guarda compartilhada a responsabilidade sobre os filhos menores é dividida entre os pais, visando a uma cooperação mútua. Em poucas palavras, na unilateral, aquele que não tem a guarda apenas fiscaliza se o outro está cuidando bem do filho.

Na compartilhada, o comprometimento é de ambos, buscando, juntos, soluções para o bem-estar do menor.

Pais buscam soluções juntos

Segundo a nova lei, na guarda compartilhada, a divisão do tempo e alternância de moradia na casa dos pais não é obrigatório, dependerá do que ficar combinado.

Havendo essa opção, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma equilibrada com a mãe e o pai, sempre tendo em vista as condições reais e os interesses dos filhos. Se os pais morarem em locais distantes, a base de moradia dos menores será aquela que melhor atender aos interesses deles.

Para estabelecer as atribuições do pai e da mãe e os períodos de convivência sob guarda compartilhada, o juiz poderá se basear em orientações técnico-profissionais ou de uma equipe interdisciplinar. Isso é feito visando à divisão equilibrada do tempo com o pai e com a mãe.

Porém, se o juiz perceber que um dos pais não está cumprindo os termos da guarda compartilhada, ele poderá penalizá-lo, alterando, por exemplo, a base de moradia da criança.

E ainda, por fim, se o juiz verificar que o filho não deve permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, definirá a guarda a outra pessoa. Para tanto, vai considerar, de preferência, o grau de parentesco e as relações de afinidade e afetividade.

Apesar da nova lei, se o juiz considerar que a guarda alternada é o melhor para o filho, ela será aplicada. Nesse caso, em geral, a criança mora uma semana na residência da mãe e outra no endereço do pai, por exemplo. Mas ambos têm o compromisso de estabelecer uma rotina única para o menor.

Pai ou mãe pode fazer o requerimento

Já a guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar os interesses dos filhos. Para possibilitar essa supervisão, qualquer um dos pais sempre poderá solicitar informações e/ou prestação de contas, objetivas ou subjetivas, sobre assuntos ou situações que direta ou indiretamente afetem a saúde física e psicológica e a educação de seus filhos.

Mas e como fica a pensão alimentícia? A obrigação, embora seja mútua, deve levar em conta a proporcionalidade, ou seja, a renda de cada responsável. Dessa maneira, quem tem maior renda deve arcar com mais custos dos filhos.

Se for combinada a guarda alternada, o juiz pode não fixar pensão, uma vez que a responsabilidade pela manutenção dos filhos é conjunta entre os pais.

fonte: http://www.proteste.org.br/familia/nc/noticia/guarda-compartilhada-agora-e-regra

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Borracheiro se transforma em juiz federal

Borracheiro se transforma em juiz federal após estudar em 200 quilos de resumos

A história do juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de 38 anos, é um exemplo de superação com determinação. Ele se chegou ao cargo que ocupa após trabalhar como borracheiro e estudar quilos de resumos diariamente.

Rolando nasceu na cidade de Sananduva, no Rio Grande do Sul, e junto com seus quatro irmãos, trabalhou desde pequeno consertando pneus e lavando carros.

De família humilde, seus pais fizeram todos os sacrifícios necessários para que os filhos estudassem Direito em uma faculdade a 250 km de casa.

Os estudos de Rolando foram pagos graças às costuras de edredons, cortinas e bordados que todos os irmãos se dedicavam a fazer.

Borracheiro se transforma em juiz federal após estudar em 200 quilos

O homem trabalhou com vendas, e suas faltas no curso de Direito começaram a se tornar mais frequentes. Mesmo assim ele lia os resumos dos colegas de trabalho e tirava cópia, já que eles conheciam a dificuldade de Rolando.

Mesmo tendo ficado 10 semestres na graduação, ele resolveu seguir adiante com os estudos e desejou se tornar professor em magistrado.

Na Escola Superior de Magistratura, Rolando estudou bastante e tentou diversos concursos, mas nunca conseguia. Nesse período ele acabou abandonando um pouco os estudos, já que a esposa, em 2003, ganhou seu primeiro filho.

Apenas em 2010 Rolando retomou o sonho. Ele não tinha recursos para retomar os estudos, e então criou uma técnica para se lembrar do que havia aprendido na graduação, o que o permitiu se preparar para o concurso para juiz federal.

Depois de 4 anos grifando leis, relendo anotações e resumindo provas e informativos de tribunais superiores, Rolando acumulou 200 quilos apenas em resumos.

O material ficou separado em 34 caixas, e, com todo o esforço, ele foi aprovado em novembro de 2014.

Fonte: Hypeness

fonte:http://www.gadoo.com.br/noticias/borracheiro-se-transforma-em-juiz-federal-apos-estudar-em-200-quilos-de-resumos/